(In)reflexo

Queria escrever o que a moral censura

Ele foi punido:

Oscar Wilde.

 

Queria escrever o que o superego reprime

Ele foi julgado:

Vladimir Nabokov.

 

Queria escrever o que a intolerância grita e o ódio clama

Ele foi amado:

Adolf Hitler.

 

Nas palavras inversas

Uma inverdade seduz

A teologia pare o pecado

Ele cria as amarras

A liberdade morre

No fragmento do “eu”

O diferente é perigoso

O ódio algema o Homem

O cativo liberta o Leviatã

Narciso assassina o (in)reflexo

Nero queima Berlim

A fênix não renasce

A caixa de Pandora, aberta e vazia, mata o Deus criado pelo homem.

A Modernidade mata o homem criado por Deus.

 O ciclo recomeça:

Nas palavras inversas

Uma verdade seduz

A fênix renasce

Nero não queima Berlim

Narciso protege o (in)reflexo

O Leviatã liberta o cativo

O Homem algema o ódio

O diferente não é perigoso

No inteiro do “eu”

A liberdade vive

Ela quebra as amarras

A teologia aborta o pecado

A caixa de Pandora, fechada e completa, aprisiona o Deus criado pelo homem.

O Homem, não criado por deus, mata a Modernidade.

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